[Review] Livro “Portões de Fogo”
Um romance épico, retratando toda a grandeza dos conflitos e guerreiros que existiram durante a distante era em que os Persas estendiam sobre o mundo os vastos e irresistíveis braços de seu império. Diante dos olhos do escravo Xeones, um dos mais incríveis acontecimentos desta época tomou palco, e de sua boca saíram as palavras que mais tarde dariam forma e cor a este inimaginável evento: a Batalha das Termópilas. Este é um resumo (mas bem resumido mesmo) do que você deverá encontrar na leitura de “Portões de Fogo” de Steven Pressefield.
A narrativa é alternada entre o escravo Xeones e um dos historiadores do rei persa, Xerxes. Durante ela, além de conhecer mais e melhor os acontecimentos e personagens que estiveram envolvidos direta e indiretamente nesta batalha, é possível conhecer melhor também a essência dos notórios protagonistas deste evento: os espartanos.

“O Rei Leônidas e todos os 8 espartanos que sabem ler recomendam...”
“Matar um homem é como foder, só que, ao invés de gerar vida, a tiramos. Experimentamos o êxtase da penetração quando a lâmina e a haste perfuram o ventre do inimigo. Vemos o branco de seus olhos girar em sua órbita, dentro de seu elmo. Sentimos seus joelhos cederem e o peso de sua carne vacilante arriar a ponta da lança. Está imaginando?” – (Livro III, Galo)
Diferentemente do que foi feito no filme não tão recente “300”, o livro explora muito mais do que somente a face “guerreira” destes homens, buscando tornar visíveis todas as peculiaridades de seu caráter e cultura. Desta forma, o autor apresenta as diversas faces que compõem estes homens, estando entre elas a do homem de família, do estrategista impecável, do estudioso do medo e do guerreiro implacável.
Entre os relatos e recordações do escravo Xeones, ficam expostos ao leitor diversos detalhes e episódios pelos quais se pode ter uma noção do quão peculiar podia ser o “modo de vida” espartano, alternando-se entre momentos de nobreza e brutalidade, paz e guerra.
“A existência tornou-se um túnel cujas paredes eram a morte e dentro do qual não havia nenhuma esperança de resgate ou libertação. O céu havia cessado, e o sol, e as estrelas, Só o que restara era a terra, o solo revolvido e fendido que parecia esperar os pés de cada homem para receber suas tripas derramadas, seus ossos estilhaçados, seu sangue, sua vida. A terra cobria cada parte dele. Estava em seus ouvidos e narinas, em seus olhos e gargantas, sob suas unhas e na dobra de seu traseiro. Cobria o suor e o sal de seu cabelo; seus pulmões a cuspiam e a expeliam viscosa com o catarro de seu nariz(…)”- (Livro VI, Dienekes)
Se você vai ler este livro esperando uma sucessão de batalhas intermináveis como ocorreu com o filme, esteja preparado para se decepcionar. Ao invés de se focar nos conflitos, o autor preferiu mostrar um pouco mais da cultura dos povos envolvidos e dos eventos que precederam a famosa batalha. Não pense, porém, que os conflitos não mereceram a devida atenção, pois isso seria um engano. Eles também estão presentes, narrados de uma forma intensa e direta, possibilitando a percepção de cada emoção que nestes momentos se apodera dos corações dos homens, permitindo assim se enxergar o limite onde eles deixam de ser simples mortais para se tornarem máquinas de matar encouraçadas com cobre, blindadas contra o medo. Prepare-se para presenciar o terror da mortífera falange espartana, terror este nascido do amor que estes homens sentiam pela liberdade e por sua nação.

“Tonight, we'll acess PressHere from hell!!”




Hahaha, amei Roger, ficou mara!
Parabéns! ^^
Thnks kell, demorou mais saiu… rs
Mto bom.. parabéns!
Quando der, vou procurar para ler. Mas ainda sim, prefiro ’300′, graphic novel feita por Frank Miller e que retrata bem a Batalha das Termópilas!!!
o/
Já ouvi falar muito bem dessa Graphic novel, mas sei lá, acho que ainda sim eu ia acabar preferindo esse livro ai como real referência a esta batalha e aos espartanos (cheaters) rsrs
Livros sempre são fodas cara, isso não posso negar, mas o que a Graphic Novel faz é impressionante, os desenhos, as representações.
Mas ainda sim, eu fiquei com vontade de ler “Portões de Fogo”…
Bem legal Roger, parabéns!
Depois me empresta esse livro que eu empresto a trilogia das crônicas de Artur de Bernard Cornwell.
E essa trilogia ae pedro?
Rola uma resenha sobre ela hein.
Belezinha PP, só que vc banca o sedex ok? rsrsrs
Que FODA cara. Resenha muito boa, me fez ficar curioso para ler esse livro. Parabéns.
Assim que der com certeza vou querer ler esse livro.
Opa cara vlws!
A melhor coisa do livro (pelo menos na minha opinião) é como ele desmistifica esse grande evento histórico, na forma pela qual ele é apresentado no filme… Lendo o livro senti até vontade de ler também as referências do autor, de forma a me aprofundar mais nessa fabulosa história ^^
Óia o Roger… ótimo review… até fiquei c/ vontade de ler. Agora quero ver seu review de O Ensaio Sobre a Cegueira.
Depois te empresto os meus novos.
Opa cara, boa idéia essa sua rsrs
Vou pensar seriamente nela, e também na possibilidade de você cumprir a promessa de emprestar esses livros ainda esse ano… rsrs
Boa DKS,eu só leio rótulo de produtos alimentícios =D
E rótulo de xampu e de perfume, tu não lê não? =P
Nao uso nenhum dos dois =]